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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

FILHA É PRESA SUSPEITA DE MATAR OS PAIS EM SÃO BERNARDO DO CAMPO

A filha mais velha do casal encontrado carbonizado dentro de um carro em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, na manhã desta terça-feira (28), foi presa junto com a namorada e é a principal suspeita do crime. O filho mais novo, de 15 anos, também foi encontrado morto no veículo. A polícia suspeita que a motivação do crime tenha sido a herança da família.

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As duas suspeitas passaram a noite prestando depoimento e, nesta quarta-feira (29), foram encaminhadas ao IML (Instituto Medico Legal) de São Bernardo do Campo, onde realizaram o exame de corpo de delito. Em seguida, foram conduzidas ao 7º DP (Lapa), onde ficarão recolhidas temporariamente. Lucas Domingos, advogado da dupla, afirma que as suspeitas negam qualquer tipo de participação no crime. 

A jovem, de 24 anos, morava com a companheira, de 31 anos, e havia visitado a família em um condomínio, em Santo André, na noite em que o crime aconteceu. O circuito de câmeras de segurança do local em que o casal e o filho moravam está sendo analisado pela polícia e foi comprovado que o carro da família saiu de lá acompanhado por outro veículo por voltas das 23h30 da noite do crime.

Os corpos do casal e do adolescente foram encontrados carbonizados no porta-malas do carro da família, um Jeep Compass, na Estrada do Montanhão, uma área de mata. Um laudo preliminar aponta que a família foi morta a golpes de pauladas.

Na primeira visita da polícia à casa onde a família morava, os agentes encontraram o imóvel revirado, além de marcas de sangue pelos cômodos. Em depoimento, a suspeita mencionou um possível envolvimento com agiotas, mas a Polícia Civil já tinha como uma das linhas de investigação uma possível briga familiar. 

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Bastante abalada, Vera conta que não consegue dormir: "eu tô esperando respostas. Eu só tomei banho porque minha irmã mandou. Não me pergunta que lembrança tenho da minha filha, do meu neto e do meu genro. Nós éramos muito unidos, ela me ligava todo dia". 

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O irmão de Flaviana, Flávio Menezes, acredita que o autor do homicídio "conhecia muito bem a rotina da família" e que tudo aconteceu ainda dentro da casa, que fica em um condomínio de Santo André. Ele conta que a residência da família estava com manchas de sangue e os cômodos revirados. Algumas joias também desapareceram. "Tinha um cofre aberto. Dá para entender que botaram fogo no carro para queimar os corpos e não ter vestígios", defende Flávio.

O tio da principal suspeita pelo crime revela que o relacionamento da sobrinha com a família era conturbado porque o pai dela não aceitava o fato de ela ser homossexual. Ela e a namorada de 31 anos, também presa por ser suspeita de envolvimento no crime, moravam juntas.

R7

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