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quarta-feira, 22 de abril de 2020

CRIANÇA TORTURADA NÃO FOI ESTUPRADA, E JÁ ESTÁ NO QUARTO DO HOSPITAL

Menina de três anos torturada pela mãe e pelo padrasto já está no quarto da Santa Casa de Campo Grande. Ela é acompanhada por uma equipe do Conselho Tutelar.
Conforme assessoria de imprensa do hospital, ela já passou por procedimento cirúrgico na perna e está bem, sem necessidade de apoio respiratório.

Também foi realizado exame ginecológico, que não identificou sinais de abuso sexual. 

A mulher e o homem, de 21 e 19 anos, respectivamente, assumiram as agressões e informaram que eram uma forma de ‘correção’. Eles chegaram a quebrar a tíbia da menina.

ENTENDA O CASO
A menina de 3 anos, que foi espancada pela mãe e padrasto, no Bairro Santa Emília, em Campo Grande, passou por procedimento na Santa Casa de Campo Grande.

Segundo informado pela assessoria, a menina deu entrada para o procedimento às 11h40.

A criança segue na unidade, consciente, orientada e comunicativa, realizou raio-x, foi avaliada pela especialidade de Ortopedia, que indicou internação devido fratura exposta de tíbia, perna esquerda.

Também foi realizado exame ginecológico, que não identificou sinais de abuso sexual. Paciente está acompanhada pela cuidadora encaminhada pelo Conselho Tutelar.

A mulher e o homem, de 21 e 19 anos, respectivamente, assumiram as agressões e informaram que eram uma forma de ‘correção’.

Conforme informações repassadas pelo delegado Jarley Inácio de Souza, eles negaram que a fratura da perna tenha sido devido às agressões e reforçam que a criança caiu do berço.

“Eles afirmam que não presenciaram essa queda do berço, as lesões são variadas e apresentam cronologia diferente, a autora disse que estava com o homem há 30 dias e que, neste período, ele teria agredido cinco vezes a criança, em algumas oportunidades com fio, outra com cinto”.

Entretanto, ainda segundo o delegado, o padrasto diz que agrediu a criança duas vezes. “Ele fala em duas agressões em momentos distintos, uma há 20 dias e outra agora, em contrapartida diz que a mãe também batia”.

“Dizem que acreditavam que estavam fazendo isso como forma de correção porque a menina seria muito levada, eu entendo que era uma torturada, pois a criança estava sofrendo com isso”.

Agora, os dois vão passar por audiência de custódia e o caso será encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente.

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